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A insustentável leveza dos rosés

Adorado por uma legião de fãs e subestimado por quem não os conhecem, os vinhos roses (também chamados de rosados) estão pouco a pouco ocupando o merecido lugar no coração dos brasileiros. Vítimas de injustificado preconceito, os vinhos rosés são produzidos há muito tempo na França, país onde tem grande destaque, especialmente na badalada Provence, região de muita história, charme e sofisticação.


Não por acaso, os vinhos rosés são os mais procurados em lugares de muita fama, tais como Nice, Cannes e St-Tropez, onde se harmonizam com perfeição à sofisticada gastronomia local, baseada em peixes e frutos do mar.


Por seu caráter leve e refrescante, os rosés são também perfeitos para o verão, especialmente à beira mar, onde são companheiros insuperáveis para se passar agradáveis momentos descontraídos.


Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, o rosé costuma ser um vinho seco, leve, com intensos aromas de frutas vermelhas (morangos, cerejas e framboesas), exibindo ótima acidez, muito sabor e excelente persistência.


Existem várias maneiras de se produzir vinhos rosés, mas é interessante frisar que o ponto de partida é sempre o mesmo, ou seja, uvas tintas maduras, de boa expressão e caráter. Geralmente são usadas as uvas clássicas francesas, tais como a Cabernet Sauvignon, Merlot, Grenache, Syrah e Mourvèdre, mas em princípio, qualquer uva tinta pode ser utilizada na produção desse estilo de vinho.


A grande dificuldade é se extrair aromas e sabores sem extrair cor, o que exige técnica refinada e grande cuidado na vinificação. Dois são os métodos mais utilizados: sangria e “pressurage”. No método de sangria, o que se faz é deixar as cascas das uvas tintas, onde estão as substâncias que dão cor ao vinho, por curto período em contato com o suco da uva, dando ao vinho final uma leve cor rosada. Já no método de “pressurage”, que é hoje o mais utilizado para a produção de grandes vinhos rosés, as uvas tintas são colocadas em modernas prensas pneumáticas, onde se aplica delicada pressão, em baixa temperatura, por algumas horas. Dessa forma, se consegue produzir um vinho de sabores e aromas muito agradáveis, sem extrair cor em excesso, o que é a mágica do vinho rosé.


Aproveite...

 

O Autor

Arthur Piccolomini Azevedo

Arthur Azevedo é diretor da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-SP) (www.abs-sp.com.br), diretor e editor da revista Wine Style (www.winestyle.com.br), jornalista especializado em vinhos, palestrante e consultor da Artwine (www.artwine.com.br). Twitter: @artwine77

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