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Alimente sua memória

Que a memória fica comprometida com o passar do tempo é fato. Na medida em que o ser humano envelhece, as células responsáveis pela memória diminuem, pois sofrem lesões ao longo da vida. O que pouca gente sabe é que a nutrição pode ajudar a melhorar a memória e o potencial cognitivo.

Os nutrientes também podem ajudar a prevenir a demência e doenças como o Mal de Alzheimer, relacionadas a lesões neurológicas. Isso acontece porque alguns nutrientes exercem uma função reparadora e/ou protetora das células neurológicas, como é o caso dos ácidos graxos ômega-3, vitaminas B6, B12 e ácido fólico, entre outros que vem sendo estudados.

A principal fonte de energia utilizada pelo cérebro é a glicose, fundamental para produção de neurotransmissores e outras substâncias envolvidas nas atividades neurológicas. Por esse motivo, dietas restritas em carboidratos são contra indicadas, uma vez que reduzem a disponibilidade de energia para o cérebro.

A utilização da glicose para melhor desempenho cerebral está relacionada com os ácidos graxos ômega-3, essenciais também para o desenvolvimento das células. Estudos apontam que crianças alimentadas com leite materno (que possui quantidades significativas desse nutriente) tiveram melhor desenvolvimento cognitivo do que aquelas não alimentadas com leite materno. Os efeitos benéficos do ômega-3 não estão restritos à infância e podem ser percebidos ao longo da vida. São encontrados em peixes como atum e sardinha, em sementes e óleo de linhaça.

O nutriente envolvido nos processos da memória mais conhecido certamente é o ferro, responsável por fornecer oxigênio para as células cerebrais. A anemia por deficiência de ferro apresenta como um dos sintomas, a diminuição da memória e da capacidade de concentração, especialmente em crianças, que têm o processo de aprendizado comprometido na carência de ferro.

Assim como outras regiões do corpo humano, no cérebro ocorrem inúmeros processos que geram radicais livres, substâncias que podem causar danos às células, responsáveis pelo envelhecimento celular e ainda pela redução da capacidade neurológica e da memória. Para minimizar os efeitos dos radicais livres, as substâncias antioxidantes, naturalmente presentes nos alimentos, são fundamentais. Os nutrientes que possuem esta função são as Vitaminas E, C e o Selênio, encontrados principalmente em alimentos de origem vegetal, como frutas, verduras, legumes, alimentos integrais, grãos e castanhas.

Há um número considerável de estudos que relacionam as vitaminas B6, B12 e ácido fólico com o desempenho cognitivo, e a deficiência, ainda que leve, desses nutrientes pode ser percebida por sintomas comuns, como redução da memória e da sensação de bem estar. Manter os níveis normais de B6, B12 e ácido fólico é fator importante para a preservação da integridade neurológica, e a suplementação só se dá em situações especiais, como na gestação ou sob recomendação de um nutricionista. Alimentos como vegetais de coloração verde escura (brócolis, espinafre), feijões, carnes magras e cereais integrais são boas fontes desses nutrientes.

Já a colina, que pode ser encontrada na gema do ovo, é necessária para sintetizar substâncias que compõem a membrana das células e também um neurotransmissor, a acetilcolina, que é muito importante principalmente no período gestacional para formação do feto.

O Autor

Vivian Zollar

Nutricionista
CRN-3: 21603

Diretora Geral da Qualy Food. Nutricionista e Técnica em Nutrição. Especializada em Adolescência pela Unifesp. Nutricionista da Top 30 Academia. Professora do curso Técnico em Nutrição da Etec Heliópolis e da Famesp. Docente da Pro Alimento.

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