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Obesidade infantil: você sabe como lidar com ela?
É fato: cada vez mais nos deparamos com crianças acima do peso. Os dados oficiais são alarmantes e a obesidade infantil já é considerada uma epidemia, um problema de saúde pública.
As complicações da obesidade durante a infância, e também na adolescência, são diversas. Crianças e adolescentes obesos têm grandes chances de se tornarem adultos obesos e também de desenvolver doenças secundárias à obesidade como a hipertensão (pressão alta), aumento dos níveis de colesterol e triglicérides, diabetes e outras alterações importantes, como a esteatose hepática (presença de gordura no fígado, frequente em adolescentes obesos).
Essas complicações podem se manifestar em diferentes momentos da vida da criança obesa, podendo ser antecipadas ou prolongadas, dependendo de uma série de fatores como herança genética, estilo de vida (incluindo hábitos alimentares) e existência ou não de acompanhamento nutricional.
A preocupação em torno da obesidade infantil é tão grande que, nos últimos anos, várias medidas vêm sendo instituídas pela OMS – Organização Mundial da Saúde. Abaixo algumas das as recomendações:
1. Promoção da atividade física;
2. Restrição do consumo de alimentos caloricamente densos e pobres em micronutrientes (ex: salgadinhos de pacote e refrigerantes).
3. Limitação da exposição das crianças às pesadas práticas de marketing desses produtos.
4. Provisão de informações para promover escolhas saudáveis para o consumo alimentar (educação nutricional).
5. Resgate de dietas tradicionais saudáveis (alimentação é cultura).
Diante deste quadro, o melhor mesmo é a prevenção da obesidade através de medidas que auxiliem na redução dos riscos para o desenvolvimento, o que cabe aos pais, profissionais e educadores.
Aos pais, cabe o incentivo à alimentação mais saudável e à prática de atividade física. Aos profissionais da saúde, a orientação adequada é a criação e implementação de programas visando a formação de melhores hábitos alimentares e de atividade física. E, por fim, as escolas têm o papel de educar, em todos os sentidos, o ser humano, visando seu bem estar e incluindo medidas que vão desde um cardápio equilibrado até atividades de promoção de alimentação saudável e atividade física. O ambiente escolar é propício para esta prática.
A educação alimentar e a prevenção da obesidade devem começar desde cedo! Cuidar das crianças é diminuir as chances de adultos obesos.
Sugestão de leitura: o site do Projeto Criança e Consumo, do instituto Alana, aborda o assunto “obesidade infantil”, especialmente no que diz respeito à publicidade de alimentos infantis!
Vivian Zollar
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