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Efeito sanfona: fuja dele!
A preocupação com o corpo e o peso é grande, tanto entre os homens quanto entre as mulheres. O segundo grupo, sem dúvida, é o que mais procura informações sobre dietas, suplementos, programas de exercícios e todo tipo de “estratégia” para perder peso. Nove entre dez mulheres estão insatisfeitas com seu corpo – estatística que mostra tal preocupação.
Mas será que perder peso é realmente tão difícil?
Nosso corpo funciona como uma conta bancária. Isso mesmo!
Quando você consome mais do que recebe, seu saldo fica negativo, correto? Já quando o contrário ocorre, ou seja, você consome menos do que recebe, seu saldo fica positivo. Podemos considerar o saldo como sendo nossos estoques de energia, especialmente de gordura. Da alimentação diária, recebemos calorias e nutrientes. O nosso gasto de energia é proveniente de atividades basais (respiração, batimentos cardíacos, metabolismo, etc) e atividade física (andar, subir escadas, trabalhar, realizar exercícios físicos e outros). Logo, o grande desafio é manter a nossa conta em equilíbrio.
Diversos fatores contribuem para o desequilíbrio energético, principalmente o sedentarismo e a má alimentação. Apesar de muito se falar em causas genéticas para a obesidade, o que observamos no dia a dia dos consultórios é que a contribuição da genética ou de doenças como hipotireoidismo para o aumento de peso representa uma parcela muito pequena dos pacientes. A grande maioria tem problemas relacionados a uma alimentação inadequada, associada ao sedentarismo e ao estresse.
Outro aspecto interessante é que a grande maioria das pessoas que estão acima do peso quer perdê-lo de forma muito rápida, diria até, do dia para a noite! Mas veja bem: quanto tempo levou para aumentar o peso até chegar onde se está hoje? Será que o corpo aceita uma mudança tão abrupta? É aí que começa o efeito sanfona.
Na busca por perder peso rapidamente, muitos optam por programas de emagrecimento, dietas encontradas em revistas e na internet (como a dieta da sopa, dieta do abacaxi, dieta da lua, entre outros) ou buscam o uso de “fórmulas” para emagrecer, sem qualquer tipo de critério ou avaliação médica. Os resultados então aparecem rapidamente! 10 kg no mês, 3 kg em 1 semana, que maravilha!
Passado algum tempo..... aqueles indesejáveis quilinhos estão de volta! Mas por quê?
Primeiro, vamos compreender uma informação importante: reduzir a gordura corporal é algo muito diferente de perder peso. Muitas vezes a redução brusca do peso em um curto espaço de tempo representa mais uma perda hídrica do que a redução de gordura.
Em segundo lugar, precisamos “reeducar” o nosso organismo. O corpo trabalha para manter o metabolismo funcionando de forma que atenda a massa corporal habitual (o peso que as pessoas mantêm na maior parte do tempo). Quando privamos o organismo de energia e nutrientes de maneira radical, ele passa a gastar menos energia e, assim que a quantidade de energia consumida pela alimentação se restabelece, o corpo vai tentar compensar o que foi perdido. Por outro lado, se a redução de calorias na dieta for gradual e moderada, aos poucos, o corpo vai se habituando com essa nova situação. Nesse caso, a redução de peso não é rápida, mas o organismo vai se acostumando aos poucos, sem tentar compensar isso mais tarde.
Em resumo, perder peso de forma muito radical e rápida pode trazer satisfação imediata, porém, a longo prazo não tem resultados benéficos nem para a própria manutenção do peso e nem para a saúde. Portanto, se você quer perder peso, tenha a consciência de que você não ganhou os quilinhos a mais do dia para a noite, logo, não é assim que vai eliminá-los. Comece mudando sua consciência, adote hábitos de vida saudáveis, procure fazer exercícios físicos, amenizar o estresse e, o mais importante, reeduque seus hábitos alimentares.
A mudança de hábitos é um processo difícil. É um processo que requer muita determinação, mas que depois garante resultados duradouros e saudáveis!
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