|
Novidades sobre o uso de adoçantes
Até a década de 80, os adoçantes eram conhecidos apenas pela sua indicação a portadores de diabetes, que necessitavam de restrições de açúcar. Hoje, o uso de adoçantes vai muito além e tem sido observado principalmente entre indivíduos que buscam perder peso ou simplesmente, ter uma vida mais saudável.
Encontramos facilmente no mercado uma variedade muito grande de tipos e marcas de adoçantes, além de uma infinidade de produtos dietéticos muito atrativos ao consumidor. Isso tem levado a um aumento indiscriminado e muitas vezes sem orientação profissional especializada.
Há muitas informações sobre o uso de adoçantes disponíveis na mídia (internet, TV, revistas e jornais), o que muitas vezes pode confundir o consumidor, já que nem sempre essas informações são analisadas de forma criteriosa e com a devida fundamentação científica.
Apesar da quantidade de informações disponíveis, ainda não há estudos conclusivos a respeito dos riscos do uso de adoçantes. Mas isso não significa que seu consumo seja seguro. A melhor opção é consumir os adoçantes sob orientação profissional de um nutricionista, preferindo sempre os mais naturais como os à base de stévia, frutose, manitol, sorbitol e xilitol.
No último dia 25 de março, a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou uma resolução onde são regulamentadas as quantidades recomendadas do consumo de alguns adoçantes, e também a liberação de três novos tipos: taumatina, o eritritol e o neotame.
Listamos os principais tipos de adoçantes e as principais características de cada um:
Aspartame – produto artificial à base de fenilalanina e que deve ser evitado por fenilcetonúricos. Seu sabor é agradável e é de fácil diluição, mas não é recomendada sua utilização para fins culinários pois quando submetido ao calor perde seu poder de adoçar.
Ciclamato e Sacarina – artificiais e com grande poder de adoçar, possuem sabor residual amargo. Podem ser usados para fins culinários quando houver indicação no rótulo do produto.
Stevia – adoçante natural extraído da planta com o mesmo nome, possui leve sabor residual e pode ser usado em preparações culinárias. O consumidor deve ficar atento: essa informação deve constar no rótulo, já que algumas marcas comercializam adoçantes com composição mista (stévia, ciclamato e sacarina).
Frutose – é o açúcar natural das frutas e do mel. Contém calorias da mesma forma que o açúcar de mesa, mas devido a sua alta capacidade de adoçar é usado em pequenas quantidades. Não é recomendado nos casos de diabetes onde há restrição de açúcar.
Sorbitol, manitol e xilitol – são açúcares naturais com leve sabor residual. Usualmente aplicados em produtos dietéticos como bebidas, biscoitos, balas, chocolates na indústria.
Sucralose – produto artificial, de alto poder adoçante e sem sabor residual. É resistente a altas temperaturas, muito utilizado na composição do conhecido açúcar light.
|