Segunda apresentação pública debate viabilidade do projeto City Parque Morumbi
Há mais de um ano, o projeto City Parque Morumbi – mega-condomínio que a Cia City pretende construir no terreno do Colégio Nossa senhora do Morumbi - tramita na prefeitura à espera de aprovação da licença ambiental. Na quinta-feira 23/04, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) promoveu a segunda apresentação pública para discutir a viabilidade da iniciativa. Estiveram presentes à reunião mais de 100 moradores do Portal do Morumbi e Paraisópolis, além de representantes da construtora.
A finalidade do evento, mediado pelo secretário Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, foi encontrar subsídios para apoiar a liberação ou não da licença. Ainda não há previsão para que o projeto saia do papel, pois segundo Eduardo Jorge, isso só ocorrerá quando a secretaria julgar que a segurança ambiental está garantida.
O Projeto City Parque Morumbi prevê a construção de um condomínio com sete edifícios no terreno que pertence ao colégio Nossa Senhora do Morumbi, em uma área de 27 mil m², na avenida Giovanni Gronchi. O impasse na liberação da licença ocorre porque a área em torno do terreno é constituída por cerca 70 mil m² de mata atlântica. O receio dos órgãos públicos e de alguns moradores é que a área verde seja devastada.
Por sua vez, a empresa encomendou um estudo do biólogo Ítalo Pompeo Mazzarella para avaliar as condições da mata e garantir que ela seja preservada. “Hoje existem 12 mil espécies nativas no local, mas esse fragmento de mata vem sofrendo perturbações, o que leva à morte das árvores restantes”, conclui o biólogo. Com base nesse laudo, a City se compromete a plantar mais 9 mil árvores nativas, ampliando em 75% a extensão de área de verde.
José Bicudo, presidente da City, ainda defende o projeto ao destacar sua responsabilidade social. “O empreendimento gerará diversas frentes de trabalhos. Haverá vagas na manutenção e recuperação do fragmento de mata atlântica, bem como na área de construção civil”.
Alguns moradores da região presentes ao evento levantaram vários pontos desfavoráveis projeto, entre eles a precariedade das condições do trânsito nas redondezas, que poderá ficar ainda pior. Por outro lado, a população de Paraisópolis, segunda maior favela do Estado de São Paulo, coloca-se a favor do projeto, por acreditar na promessa de colocação de mão-de-obra local no empreendimento. “Estou feliz com esse debate, pois é importante que as próximas gerações tenham uma compreensão profunda da questão da sustentabilidade”, afirmou Regina Célia Andrade de Barros, professora de Geografia do Colégio Nossa Senhora do Morumbi.
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