Colégio Morumbi Sul inova com a implantação da lousa eletrônica
Novembro e dezembro são meses em que os pais se preocupam com a matrícula do filho para o ano seguinte. Para ajudar os pais na escolha da escola que melhor se adapte às expectativas da família, o Morumbi.Net publicará reportagens sobre os colégios que preparam novidades importantes para 2008. A primeira reportagem da série é sobre o Colégio Morumbi Sul, que começará o processo da inevitável aposentadoria de sua excelência o giz e de seu companheiro inseparável, o apagador.
A lousa eletrônica, “Smart Board”, tem presença confirmada nas salas de aula no próximo ano letivo da escola, que funciona na rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 351, bem próxima à subprefeitura do Campo Limpo. O equipamento high tech será instalado nas próximas semanas em todas as classes do ensino médio, mas os professores já começaram a aprender a trabalhar sem giz e apagador.
Os educadores passaram por um curso de capacitação de oito horas com representantes da marca. Para o professor de física Seiji Sano, 40, a adaptação não é um problema. “Vai depender da experiência que cada professor tem com novas tecnologias. Creio que, se ele tiver um nível razoável de utilização, não sentirá dificuldade. Agora, se ele não tiver, logicamente, vai ter que passar por um processo de adaptação maior”, disse Seiji.
Sensível a toque, a lousa possibilita ao professor escrever com uma caneta eletrônica ou até mesmo com o dedo. O acesso à internet dará mais agilidade às aulas. As informações chegarão em tempo real e toda a explicação teórica poderá ser reforçada com a apresentação de vídeos. Suas propriedades mudarão radicalmente o conceito de dar aula no Morumbi Sul. “É um investimento que a escola está fazendo em recursos tecnológicos para melhorar a educação”, diz Rosana Bretas, diretora do colégio.
“A qualidade de ensino vai aumentar”, acrescenta Rosana. Quando falar sobre os conceitos de velocidade ou distância nas aulas de física, o professor Seiji, por exemplo, não precisará mais pedir que os alunos imaginem determinadas situações. Ele poderá simplesmente buscar imagens na internet e exibi-las através do quadro eletrônico.
O sistema digital vai ao encontro da linguagem cada vez mais comum na vida dos adolescentes, que passam horas na frente dos computadores, aproveitam melhor que os adultos os recursos dos celulares e brincam com parafernálias eletrônicas, como os Ipods e os Playstations. Também facilitará a vida deles. Com o fim do giz e apagador, diminuirá também a necessidade do uso do lápis, caneta e borracha. A aula poderá ser salva e enviada ao e-mail de cada aluno.
Camila Vitória, 16, estudante do segundo ano do ensino médio, compara o sistema tradicional com o cibernético: “É um trilhão de vezes melhor”. É como se, do dia para noite, os estudantes deixassem um sistema que vem do século XIX e atravessassem a porta em direção ao século XXI. A escola também mantém uma faculdade e colocará a lousa à disposição dos alunos do ensino superior. Tudo indica que, em breve, só encontraremos giz quando visitarmos museus. Ou bares de sinuca.
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