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A industria da falsificação
Li alguns livros de moda que estavam olhando há tempos para mim, e em alguns desses a questão falsificação é capítulo obrigatório, principalmente porque quem a “consome” acha que ninguém percebe. Ledo engano!
Aproveito a ocasião para falar sobre o tema.
O consumidor só compra produtos falsos de marcas que ele conhece. Marcas pouco conhecidas, ainda que de alto luxo, não são desejadas pelo consumidor de falsificações. Motivo: a compra é orientada para impressionar outras pessoas - papel que grifes mais discretas não podem desempenhar. Não por acaso apenas “marcas-ícones” do setor de luxo são alvo de falsificação, como Louis Vuitton, Mont Blanc e Rolex, pois são facilmente reconhecíveis pelo grande público.
O consumidor escolhe a marca antes do produto. A preocupação essencial do consumidor de falsificações é ostentar um logotipo famoso; a beleza e a funcionalidade do produto no qual ele estará estampado são secundárias.
Preço, local de compra e ausência de nota fiscal: nada deixa dúvida de que o produto comprado é uma cópia. O consumidor, portanto, não está sendo enganado, ele é cúmplice, pois sabe tratar-se de uma falsificação.
A compra e o uso de falsificações contêm um elevado risco social. E qual é esse risco? O de ser desmascarado. O maior temor do comprador de imitações é que seus amigos e conhecidos desconfiem de que o produto que ostenta é pirata - e, pior, que confirmem essa suspeita.
Mas afinal, quem compra produtos de luxo falsificados? Por quê?
Existem dois grandes grupos de consumidores desses itens. O primeiro deles é o que poderíamos chamar de consumidor "elitista", oriundo das classes média e alta. O segundo, que podemos apelidar de "popular", é formado por pessoas de classes baixas.
Para ambos vale salientar que ter ou não condições financeiras não justifica a compra de falsificados que é, para quem produz, CRIME!
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