Ex-subprefeito atribui sucesso a parcerias com a comunidade
Nas próximas semanas, o governador José Serra entregará aos representantes da Subprefeitura do Campo Limpo a medalha de bronze do concurso organizado pelo Instituto Paulista de Excelência de Gestão (Ipeg). Será a primeira que vez que um órgão da administração pública municipal receberá o prêmio. É possível que o responsável pela gestão premiada nem esteja na festa. É que o engenheiro Heitor Sertão não está mais na Subprefeitura do Campo Limpo, uma das duas que respondem pelo Morumbi. Ele foi transferido para o Jabaquara, depois de colocar em ordem um dos órgãos da administração pública com baixíssimo índice de aprovação dos moradores. Quando ele assumiu, apenas 30 por cento das pessoas que recorrem à subprefeitura consideravam o trabalho de lá ótimo ou bom. Três anos depois, o índice tinha saltado para quase 90 por cento. Por que o responsável por um trabalho eficiente deixou o bairro? "Por pressão de políticos", respondem lideranças comunitárias do Morumbi. Heitor era politicamente ligado ao líder comunitário José Rolim, mas essa ligação se tornou um problema depois que Rolim assumiu sua cadeira na Câmara Municipal e começou a fazer sombra para outro político do bairro, este bem mais influente, Antônio Carlos Rodrigues, presidente da Câmara municipal. Como servidor público experiente que é, Heitor economiza palavras quando perguntado sobre as razões de sua transferência. Leia a entrevista.
Morumbi.Net: Heitor Sertão, ao que o Senhor atribui a sua saída e qual o balanço que faz da sua administração no Morumbi?
Heitor Sertão: A minha saída é devida a mudanças que o prefeito resolveu fazer nas administrações das subprefeituras. Quanto ao balanço da minha gestão, foi positivo e saudável. Quando entramos aqui, tivemos total apoio do então prefeito José Serra. Tudo que pedimos para melhorias na subprefeitura do Campo Limpo nos foi fornecido. Tinha projetos parados há 30 anos que conseguimos retomar durante minha gestão. Conseguimos tirar do papel e fazer funcionar. Existem outros projetos que estamos finalizando agora, como a canalização do Rio Pirajuçara, a conclusão do Terminal Campo Limpo e o prolongamento das avenidas Carlos Caldeira e M’Boi Mirim. Começamos também o expresso que vai ligar o Terminal João Dias ao Estádio Morumbi. Fizemos várias obras importantes e consertamos bastante coisa na minha administração. Claro que ainda falta muita coisa para fazer e muitas foram feitas por pressão da sociedade. Mas são trabalhos que só vieram beneficiar a todos. Tanto na gestão do prefeito Serra quanto na do Kassab, priorizamos programas como o das Amas, os atendimentos médicos, fazendo um trabalho de qualidade na gestão. Hoje temos hospitais que são modelo para toda a sociedade de São Paulo, programas os quais eu coordeno a nível de secretaria. Estamos deixando aqui um legado muito bom. Nossa avaliação é de bom a ótimo. Chegamos aqui com um balanço de 30% e estamos saindo com 87% de avaliação positiva. Isso é muito bom.
Morumbi.Net: A comunidade não está satisfeita com sua saída. Como o Senhor está recebendo esse "elogio" à sua administração?
Heitor Sertão: Ao recebermos o conceito de ótimo ou bom de 86 a 87% das pessoas que procuram a subprefeitura, temos uma prova de que a comunidade gostou do nosso trabalho. Isso não seria possível se trabalhássemos sozinhos. Nós não estamos sozinhos, temos 12 fóruns no bairro que trabalham em conjunto conosco, discutimos prioridades, administramos juntos. E tudo isso é resultado de um grande trabalho.
Aos internautas: O Morumbi.Net entrevistou também o novo subprefeito do Campo Limpo, Cássio Loschiavo, sobre seus planos para o bairro. A entrevista com ele será publicada na próxima semana
Publicada em 19/06/2007
Jacqueline de Arruda
jacqueline@morumbi.net
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