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A História do Café
Reza uma lenda que, na Etiópia, no século III, um pastor chamado Kaldi, ao tomar conta de seu rebanho, percebeu que algumas cabras tornavam-se mais saltitantes após ingerirem as folhas e frutas de determinada planta. Curioso com este comportamento, Kaldi resolveu ele mesmo experimentar: fez uma infusão e notou que aquela bebida cheirosa também lhe deixara desperto, motivado para suas vigílias noturnas.
Rapidamente, esta bebida tornou-se popular em todo o mundo. Em idos tempos, chegou-se a dizer, na Inglaterra, que o café tirava a virilidade dos homens. Na mesma época, dizia-se na Alemanha que a bebida era venenosa para as mulheres, mas um santo remédio para os homens.
E no Brasil? Até 1727, época da primeira parte do regime colonial, o café consumido por aqui vinha de Lisboa. Nesta época, o sargento Francisco Mello Palheta havia sido designado para resolver uma questão de fronteiras na Guiana Francesa. Graças a suas habilidades diplomáticas, foi presenteado pela esposa do governador da Guiana com algumas mudas e sementes de café. A planta foi semeada primeiramente no Pará, seguido por Rio de Janeiro e São Paulo e Minas Gerais, dando início a um dos mais importantes produtos de consumo e exportação do Brasil e criando um dos principais hábitos do brasileiro: tomar um cafezinho.
Até a próxima edição, quando falaremos sobre os tipos de café e o que acontece com o grão antes de chegar até nós. Até lá!
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