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2012: fim do mundo ou nova era?
Muitas pessoas querem saber o que a Kabbalah tem a dizer sobre as previsões para 2012. Vamos começar então com a boa notícia. O mundo não vai acabar. Pelo contrário. O Zohar diz que inevitavelmente vamos atingir a paz na terra e viveremos num mundo sem caos, com harmonia e satisfação para todos.
Em lugar nenhum os escritos cabalísticos citam especificamente o ano 2012. No entanto, o período geral em que estamos desde o ano 2000 é mencionado como um momento crítico.
Ao se referir a nossa época, o Zohar começa um longo artigo da seguinte maneira: “Feliz de quem viver naquela época, e pobre de quem estiver vivo naquela época”. Uma contradição. Feliz de quem viver agora e pobre de quem viver agora. Estamos numa época de extremos. Por um lado, tivemos mais avanços científicos e tecnológicos nos últimos cem anos do que em todo o resto da história da humanidade. Por outro lado, temos aquecimento global, guerras, terrorismo, ameaça nuclear.
O Zohar garante que chegaremos a um período de bem estar para todos. A questão é como chegaremos lá. Pode ser com mais ou com menos sofrimento. Isso está em nossas mãos.
Em primeiro lugar, precisamos deixar o ceticismo de lado e estar abertos para a boa notícia de que o caos será eliminado. Nossa época é a do “crer para ver”. A física quântica nos ensina que nossa consciência determina a realidade. Se não acreditamos, tornamos impossível que aconteça.
No sistema de crenças em que fomos criados os fins são inevitáveis e fomos convencidos de que o sofrimento faz parte da paisagem humana. Não tem que ser assim. Quando uma massa crítica de pessoas estiver se esforçando sinceramente para elevar sua consciência e agir com mais solidariedade, a situação se transformará.
Para abrir nossa consciência para a possibilidade de uma vida sem dor e caos, gosto de contar a seguinte história:
Um rei teve um único filho. Queria dar tudo de bom a ele. Por isso, construiu lindos palácios, com as mais belas decorações, jardins e obras de arte. Chamou músicos do mundo inteiro para tocar nos palácios. Preparou uma imensa biblioteca com toda a sabedoria reunida pelos homens. Contratou os melhores cozinheiros e confeiteiros para preparar as comidas mais deliciosas, tudo isto para o filho. Quando o filho cresceu, porém, surgiu um problema: o filho era cego, e não podia enxergar os palácios e suas belezas. Além disso, era surdo, e não conseguia apreciar as músicas. Tinha uma deficiência na inteligência, o que o impedia de aprender os ensinamentos dos livros. Por fim, era diabético, e não podia comer as guloseimas deliciosas que o pai tinha preparado.
Os cabalistas dizem que esta história bastante deprimente pode muito bem acontecer com um rei de carne e osso. Ele deseja dar tudo para o filho, mas fracassa. O filho não tem como receber aquela plenitude. Esta história, entretanto, não pode acontecer de forma alguma com o Rei dos Reis. O Criador nos criou para receber toda a plenitude, e o seu plano vai dar certo. Por um caminho ou pelo outro acabaremos recebendo toda a satisfação que foi preparada para nós. Pode ser pela transformação proativa ou pode ser pela dor. A escolha é sua.
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