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Forjando Novas Trilhas
11 A 17 DE OUTUBRO DE 2009
Se você estuda Kabbalah há mais de um ano ou, sabe que nós estamos sempre em busca de mudanças.
No plano geral, há sempre uma escolha: Manter as coisas como estão ou mudá-las.
E no plano geral maior ainda, se mantivermos as coisas da mesma maneira, física ou energeticamente, como podemos esperar que NÓS MESMOS sejamos diferentes?
Eu olho para toda a linhagem de kabbalistas ao longo da história — Rav Shimon Bar Yochai, Rav Isaac Luria, o Baal Shem Tov, Rav Ashlag, Rav Brandwein — e penso, como é que eu posso, enquanto pessoa, ou como nós, enquanto movimento, podemos realmente causar esse tipo de impacto? Na época em que esses kabbalistas viviam, eles tinham um grupo de alunos — em um número reduzido a ponto de não precisarem de microfone para dar uma aula — e, mesmo assim, o mundo nunca mais será o mesmo por causa deles. Não tem a ver com a forma como eles se vestiam, ou com suas meditações e orações. Eles deram continuidade à linhagem, mas de alguma forma não permitiram que o jogo continuasse igual.
Na semana passada perguntamos — quanto impacto eu tenho em meu mundo?
A pergunta desta semana é: Como posso mudar o jogo?
Como alunos de Kabbalah temos uma responsabilidade pessoal e coletiva de garantir que essa sabedoria continue — ela é uma entidade viva. Ela tem uma estrutura básica, regras — se preferir — e apesar de termos que ser fiéis a esses princípios, o modo como vamos vivê-los fica a nosso critério.
É por isso que mantemos o Kabbalah Centre em movimento — editando e reeditando livros. Abrindo e fechando sedes. Experimentando novos meios e métodos de alcançar as pessoas e criar transformação no mundo. Sim, nós tornamos a sabedoria mais acessível do que ela jamais havia sido. Parte disso tem a ver com carregar a tocha. Mas a outra parte é fazer o que eu, enquanto indivíduo único, posso fazer para criar uma diferença.
Por acaso não queremos todos ser a pessoa que abre novas trilhas para que mais pessoas possam utilizá-las? Primeiro, é preciso trilhar um caminho de terra. Você para aí ou tenta descobrir um meio de aumentar esse caminho para que talvez um cavalo ou uma charrete consiga passar? Não, vamos aumentá-lo ainda mais para que um trem consiga passar. E depois um trem mais veloz, um trem bala.
Temos que fazer o nosso trabalho para garantir que o caminho fique cada vez melhor a fim de acomodar cada vez mais pessoas — mais trânsito.
A pior coisa que podemos fazer é ficar parados. Manter o status quo. Repousar sobre os louros de outra pessoa. Imagino que algum dia, o neto de um grande kabbalista tenha dito: "Sabe quem foi o meu avô?" e usou isso como desculpa para não fazer nada. Esse foi seu vale refeição. Não podemos ser assim.
Nesta semana, pense no que está fazendo na vida para mudar o jogo. Como você ajudou sua família a mudar para melhor? Como desafiou seus amigos a pensarem de forma diferente? Como transformou seu ambiente de trabalho, sua indústria, sua comunidade?
Se não continuarmos seguindo em frente, forjando novas trilhas, verificando constantemente o que mais podemos fazer, estaremos parados. Precisamos encontrar um meio de continuarmos fiéis ao caminho e ao mesmo tempo ser diferentes, querendo ser mais, querendo progredir.
E nunca nos recostar, nunca achar que acabamos. Nunca achar que já fiz o que vim fazer aqui, nunca achar que realmente realizamos algo — independente das provas à nossa volta.
Meu irmão, Michael Berg, muitas vezes cita Eclesiastes 28:14: Abençoado é aquele que teme. Temos que temer sermos os mesmos, nos recostando, sem deixar nossa marca. Em vez de temer o sucesso, o fracasso, o compromisso — tenhamos medo por ainda não termos mudado o jogo.
Tudo de bom,
Yehuda.
Seqüência dos 72 Nomes da Semana:

Os sussurros de minha alma e o conselho divino da Luz são ouvidos com muita clareza. Sei o que devo fazer. Estou disposto e preparado para fazer o que for preciso para que a coisa aconteça.
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