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Arte: Emoção ou Razão?

Para produzir arte, só existem duas possibilidades: ou ela nasce da razão ou nasce da emoção.

Cada artista possui um interior muito singular, que ele próprio precisa descobrir e saber reconhecer para potencializar e revelar todo o seu talento na arte. Para alguns, a razão pode ser um território rico e fértil na arte, e a emoção um território pobre (e vice-versa).

Todo artista tem capacidade para criar em ambos os territórios. Não existe um lado melhor do que o outro, os dois são maravilhosos. Porém, cada artista traz consigo um lado amplamente potencializado num desses territórios, sendo esse bem mais rico e melhor do que o outro para fazer arte.

Então, o processo criativo de um artista está na emoção ou na razão? A princípio parece fácil responder a essa pergunta, afinal, nos conhecemos o suficiente para poder afirmar: “eu sou uma pessoa racional” ou “eu sou uma pessoa emotiva”.

Porém, na arte não é bem assim. Na maioria dos casos, o território que utilizamos para fazer arte (razão ou emoção) não é aquele que somos na essência, e sim a manifestação do território pobre e reprimido que, pelo fato de estar sufocado, procura maneiras de expressar-se e revelar-se intensamente, permitindo-nos alcançar, dessa forma, o nosso equilíbrio interior.

Já em outras casos, a relação criativa acontece de forma mais literal: emoção produz emoção e razão produz razão.

Muitos artistas, sem saber, criam em territórios errados, fazem algo similar àquilo que gostam, projetando inconscientemente seus gostos pessoais. Mas, afinal, esse artista gosta de algo porque esse algo o completa com suas diferenças, ou identifica-se com esse algo pelas suas semelhanças?

Quando o processo criativo não estiver fluindo de forma adequada, talvez seja um claro sinal de que esse artista, sem perceber, está tentando produzir arte no seu lado menos generoso. É melhor não fazer arte com dúvidas. O ideal é procurar o caminho pessoal com consciência e certeza.

Hoje existe um recurso muito valioso e de grande ajuda para os artistas que desejam encontrar e ter certeza dessa resposta. Trata-se do “Teste Indicativo da sua Função Psicológica Principal para Arte”, elaborado por um grupo de profissionais de Arte, Psicologia, Sociologia e Antropologia.

Para revelar o verdadeiro potencial expressivo na arte, boa parte dos artistas enfrentam esse dilema, ao final.... Razão ou Emoção?

 Waldo Bravo

www.contempoarte.com.br
www.waldobravo.com.br

 

O Autor

Waldo Bravo

Bravo é um artista-curador com experiência em arte-educação, desempenhando papel fundamental na formação de centenas de artistas brasileiros. Suas obras, além de publicadas em livro pelo Escritório Brasileiro de Artes – EBART, estão expostas em galerias e museus de diversos países, incluindo participações em mostras de grande prestígio, tais como Panorama da Arte Atual Brasileira no MAM, III Bienal Nacional de Santos, X Bienal Internacional de Arte de Valparaiso no Chile, Bienal de Vilnius na Lithuania, 1a Bienal de Gravura de Santo André, entre outros. É membro fundador do NALE - Núcleo de Arte e Linguagem Experimental, e atualmente é coordenador do Espaço Contempoarte em São Paulo.

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Muito prazer, Waldo Bravo