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Muito prazer, Waldo Bravo.

É com enorme prazer que aceitei o convite para escrever sobre arte neste importante meio de comunicação do nosso bairro, o site Morumbi.Net.

Trabalho com arte a minha vida toda. Sou morador no Morumbi há mais de 20 anos, onde tenho meu ateliê, o Estúdio Contempoarte. Aqui, desenvolvo meu trabalho pessoal, ministro aulas de arte e oriento artistas em formação.

A partir deste mês, vamos mergulhar no intrigante e provocativo mundo da arte. Vamos falar sobre arte contemporânea, mercado de arte, arte-educação, exposições em cartaz, artistas e obras, entre outros temas de interes.

O sistema da arte vive um delicado momento, que poderíamos chamar de “crise da legitimação das grandes narrativas hegemônicas”. Simpósios, seminários, palestras e encontros de todo tipo, buscam rever os padrões, as estruturas e as relações com a arte contemporânea.

Essa atual condição sistêmica não consegue refletir com clareza e convicção o tempo que vivemos, os padrões vigentes são de outros tempos. A crise geral dos espaços expositivos e museológicos está instaurada.

Observando o contexto atual da arte, vemos obras de caráter híbrido, transculturais, multifacéticas, polimórficas, interdisciplinares, multidisciplinares, multimídicas, relacionais, canibais, antropofágicas, contaminadas, multiterritoriais, etc, etc. Ou seja, um mix-tudo ou mix-total.

A noção de fronteira entre as diferentes formas culturais desapareceu ou diluiu-se a tal ponto que é impossível compreender o estágio atual da arte sem essa consciência, a qual torna obrigatória uma visão contemporânea múltipla, aliada a um pensamento contemporâneo múltiplo.

Nós, os artistas visuais, estamos no centro dessa questão e cabe-nos tomarmos algumas iniciativas, procurando alternativas frente a esse esgotado sistema da arte vigente.

Nesse contexto, buscarei através desta coluna, promover a reflexão, o questionamento e o debate da arte contemporânea, procurando condições que permitam a expansão da consciência e o adensamento conceitual e crítico em torno da arte atual.

Consciente da responsabilidade socio-cultural de uma coluna periódica sobre arte em relação à formação cultural do leitor, procurarei levar até você informações de uma forma clara e objetiva, de tal forma que permita um maior entendimento dessa misteriosa e contaminada arte do nosso tempo.

Até breve.

Waldo Bravo

www.contempoarte.com.br
www.waldobravo.com.br

 

O Autor

Waldo Bravo

Bravo é um artista-curador com experiência em arte-educação, desempenhando papel fundamental na formação de centenas de artistas brasileiros. Suas obras, além de publicadas em livro pelo Escritório Brasileiro de Artes – EBART, estão expostas em galerias e museus de diversos países, incluindo participações em mostras de grande prestígio, tais como Panorama da Arte Atual Brasileira no MAM, III Bienal Nacional de Santos, X Bienal Internacional de Arte de Valparaiso no Chile, Bienal de Vilnius na Lithuania, 1a Bienal de Gravura de Santo André, entre outros. É membro fundador do NALE - Núcleo de Arte e Linguagem Experimental, e atualmente é coordenador do Espaço Contempoarte em São Paulo.

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Leia todos os textos publicados nesta coluna
Vestígios
Teias e Tramas
“Atemporal”
Retrospectiva de Judith Lauand no MAM
29a Bienal de Arte
Obra de Leilah Costa na Rio Trilhos
Salão de Arte de Santo André
Exposição “Revisitando Duchamp”
Bia Black em “Sonha-me tua – Diálogos com Hilda Hilst”
“S.O.S.” nas obras de Zuleika Bisacchi
Trans-formação: a linguagem poética do movimento
Sinfonia cromática de Vicencia Gonsales
Arte: Emoção ou Razão?
Arte cultural ou arte comercial?
Introdução ao mercado de arte
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