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Artrose, a idade desgasta

Essa doença vincula-se ao envelhecimento das articulações, ligado ao passar do tempo. Inicia-se, em geral, a partir dos 40 ou 45 anos. Porém, também pode aparecer de forma precoce, como conseqüência de traumatismos ou problemas congênitos que afetem a articulação. Por exemplo, a displasia de quadril é uma malformação congênita da articulação, fato que predispõe a uma artrose precoce.

Em geral, o envelhecimento e a sobrecarga da articulação fazem com que a cartilagem se desgaste e perca agilidade e elasticidade. Os sintomas da artrose são a dor e a limitação da função articular. A limitação do movimento deve-se ao fator mecânico: as superfícies articulares, em vez de estarem alcochoadas pela cartilagem, tornam-se rugosas e atritam-se.

A artrose apresenta-se com uma dor mecânica, imediatamente após a utilização da articulação. Geralmente é uma dor vespertina, e é aliviada com o repouso. A pessoa pode levantar-se dolorida e sentir um pouco de rigidez, o que dificulta o início do movimento, porém em alguns minutos a rigidez desaparece e a pessoa pode movimentar-se normalmente (tempo esse normalmente menor que 15 minutos). Seu diagnóstico é feito através do exame clinico e de exames de imagem, como a radiografia simples e a ressonância magnética, os quais vão evidenciar o grau de comprometimento articular.

O tratamento deve ser realizado de forma combinada, sabendo-se que a renovação articular ou a regeneração do tecido lesado é muito complicada, feita com medicações especificas ou cirúrgica, apresentando resultados limitados. São utilizadas também medicações sintomáticas, no intuito de melhorar a dor, que às vezes é limitante. O tratamento não farmacológico também deve ser realizado, incluindo atividade física, não sobrecarregando a articulação acometida, e perda de peso com o objetivo de evitar a progressão da degeneração articular, que acontece nas articulações dos obesos, as quais permanecem sobrecarregadas.

A Acupuntura, como a maioria dos tratamentos convencionais, não consegue regenerar ou repor a cartilagem, mas no quesito dor, por liberar endorfinas, consiste em um ótimo analgésico, além de não apresentar os efeitos colaterais dos antiinflamatórios. Por isso, juntamente com as medidas não farmacológicas, dão ao paciente uma melhora da qualidade de vida.

 

 

O Autor

Antônio Carlos Arighi

Formado em medicina pela Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro, com especialização em clínica médica. Tem formação em acupuntura e fitoterapia pela Associação Médica Brasileira de Acupuntura, é monitor dos residentes de Acupuntura no Hospital do Servidor Público Estadual, e tem o título de especialista em Acupuntura pela Associação Médica Brasileira.

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