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Stress, quem está livre?

No mundo atual, onde nosso tempo é ocupado quase que integralmente, e as atividades cotidianas nos geram um turbilhão de emoções, torna-se difícil vivenciar situações de paz. Com isso, as doenças provenientes dos contrastes emocionais têm crescido em demasia. O estresse pode ser apresentado como um descontrole emocional gerado pela predominância de determinada emoção que, em determinado tempo, propicia o aparecimento de enfermidades, definido como a soma de respostas físicas e mentais de uma incapacidade de distinguir entre o real e as experiências, e expectativas pessoais.

A primeira coisa que acontece com o nosso organismo nessas circunstâncias é uma descarga de adrenalina. Os órgãos que mais sentem são o coração e o pulmão. No aparelho circulatório, incluindo coração, veias e artérias, a adrenalina promove a aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia) e uma diminuição do tamanho dos vasos sangüíneos periféricos. O sangue tem que circular mais rapidamente para uma melhor oxigenação, o que em contrapartida pode elevar a pressão arterial e aumentar o trabalho do miocárdio (músculo do coração).

No aparelho respiratório, que inclui pulmão, traquéia e brônquios, a adrenalina promove a dilatação dos brônquios (bronco dilatação) e induz o aumento dos movimentos respiratórios (taquipnéia) para que haja maior capitação de oxigênio, o que, num fumante ou pessoa com uma função pulmonar prejudicada, pode gerar o popular “cansaço”.   

Então como podemos diminuir ou acabar com os malefícios gerados por uma doença emocional? Existem diversas formas de se melhorar o estresse. Algumas das saídas para essa recuperação podem ser a realização de atividades físicas (sempre monitorada e após exames), mudança nos hábitos de vida (excesso de trabalho, fumo, uso abusivo do álcool), alimentação de qualidade (sem excesso de gorduras ou proteína animal), férias e boas conversas!

A Acupuntura é uma saída formidável no trato das emoções, pois existem pontos específicos para acalmar a mente (através da liberação de endorfina), que propiciam a sensação de bem estar e tranqüilidade, melhorando o efeito nocivo das descargas constantes de adrenalina.

 

O Autor

Antônio Carlos Arighi

Formado em medicina pela Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro, com especialização em clínica médica. Tem formação em acupuntura e fitoterapia pela Associação Médica Brasileira de Acupuntura, é monitor dos residentes de Acupuntura no Hospital do Servidor Público Estadual, e tem o título de especialista em Acupuntura pela Associação Médica Brasileira.

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